Oi, Zé! É um prazer divulgar você no mês de
fevereiro no Vitrine. Tenho um grande carinho por você, por sua
dedicação junto aos poetas e ANLPPB, bem como ao Portal do Poeta
Brasileiro, Casa do Poeta e demais atividades culturais. Por tudo isto,
por esta entrevista, pelo caminhar junto, obrigada!
1) Quem é José Luiz Pires?
Um sonhador com os pés no chão.
2) Como o Portal do Poeta Brasileiro surgiu em sua vida?
No inicio de 2010 fui convidado para conhecer um sarau. O evento era
realizado em uma lanchonete, dentro de um shopping na cidade de
Campinas.
3) Quando você assumiu a ANLPPB e como foi seu ingresso na diretoria?
Assumi a ANLPPB na sua fundação. O ingresso na diretoria deu-se na gestação da ANLPPB.
4) Que atividades participas que envolvem a poesia e a cultura em geral?
Campinas é farta de eventos e carente de público.
Participo de muitas atividades: sarau, teatro, vernissage, palestras,
lançamento de livros,... Procuro sempre estar presente nos eventos que
envolvem cultura, independente de ter, ou não uma atividade fixa.
5) Quando você começou a escrever?
Rabiscava poucas linhas desde adolescente, parei por um longo tempo, e retornei no inicio deste milênio.
Escrevia para passar o tempo. Brincava de poetar com as mais variadas rimas.
6) E o primeiro livro?
Em 2012 garimpei poemas antigos com temas bem família, e alguns da nova fase (após outubro de 2009)
7) Como você vê a participação do novo escritor e/ou o que já é consagrado nas coletâneas e antologias?
As coletâneas / antologias são fundamentais para o ingresso no mundo literário, vejo como a porta de entrada.
A dificuldade para se lançar um livro é enorme, e a barreira
financeira é gigantesca. As coletâneas / antologias facilitam a parte
financeira, pois, podemos estar sempre em evidência, e pagando página
por página. É um 'carnê' de financiamento perene! Infelizmente sinto os
escritores consagrados distantes dos novos poetas e das antologias.
8) Conte-nos sobre seu trabalho junto ao Portal do Poeta Brasileiro e ANLPPB.
Minha participação mais efetiva ocorre sempre durante os eventos acadêmicos. Outros momentos aconteceram durante os saraus do núcleo Campinas, SP. É um trabalho agradável e gratificante.
O poder participar da formatação de cada evento, criar várias
perspectivas sobre o que poderá ou não acontecer é muito interessante.
Do ponto de vista administrativo, é adrenalina pura.
9) Como é fazer o programa na Radio Iluminatta?
Foi algo inédito na minha vida. Uma ferramenta que deve ser mais explorada. Interagir com
os poetas representa entrar no seu mudo pessoal, conhecer detalhes que por vezes passam
despercebidos durante dos eventos.
10) De todas as ações que participas, qual teve um lugar especial em sua vida?
A Casa do Poeta de Campinas foi minha porta de entrada no mundo
literário, tenho um carinho todo especial por ela, porém, vejo todos os
lugares como especiais, cada um com sua peculiaridade. Temos de abrir e
fechar os olhos para os acontecimentos pontuais em cada uma, sejam eles
positivos ou negativos.
11) O que você diria para alguém que quer seguir os passos de ser poeta, escritor, autor?
Não basta ser, tem que participar, e participar efetivamente com: Corpo, alma, presença e comprometimento.
12) O que teremos em 2015 quanto às ações poéticas?
Espero muitas atividades, participação efetiva, e menos estrelismo
literário. A união é que fará o crescimento coletivo de todas as
atividades. Reconhecimento é um processo que vem através das sementes
que espalhamos.
13) Qual o projeto de maior impacto do Portal do Poeta Brasileiro?
Não podemos olhar para qual projeto teve o maior impacto, todos
produzem impactos pontuais. Qualquer ação ou projeto literário já nasce
grande pela própria ausência.
14) Como o público vê as ações da ANLPPB?
O público é cético em todos os movimentos culturais. A ANLPPB
necessita um pouco mais de tempo, está criando raiz e mostrando a que
veio. Cabe a cada um procurar espaços, e discernir sobre o que é joio, e
o que é trigo.
15) Há algum tipo de fedback do povo que participa dos projetos da ANLPPB e do Portal do Poeta Brasileiro?
Quem está atento aos projetos sempre dá algum retorno. É certo que
nem todas as opiniões são agradáveis, porém, todas são analisadas.
" Sempre haverá o frescor de um novo amanhecer diante de cada dificuldade."
" Sempre haverá o frescor de um novo amanhecer diante de cada dificuldade."
16)
Como se dá o processo de ingresso na Academia do Portal do Poeta
Brasileiro, o que ela é, que papel representa, como é seu trabalho
cultural, social e acadêmico?
Existem alguns pré-requisitos para o ingresso na ANLPPB.
É uma academia voltada exclusivamente para a valorização do poeta vivo, e objetiva colocá-lo onde o povo está.
A
ANLPPB representa o renascimento dos valores morais e culturais.
Valores esses quase esquecidos nos meios literários contemporâneos.
O trabalho cultural, social e acadêmico estão irmanados. São eles que cadenciam todas as atividades, e não são concebíveis individualmente.
O trabalho cultural, social e acadêmico estão irmanados. São eles que cadenciam todas as atividades, e não são concebíveis individualmente.
17) Qual a importância da ANLPPB para o PPB? Por que ela surgiu?
A ANLPPB é consequência do PPB. Surgiu para apresentar o poeta,
disseminar projetos, agregar valores, e valorizar o poeta vivo.
18) O que é feito como todo material produzido pelos acadêmicos e membros do Portal?
Existe dentro da ANLPPB um departamento que cuida destes quesitos. Esse
material fica sob a responsabilidade da acadêmica Lú Narbot. Todos os
projetos são enviados aos acadêmicos.
19) Que livro você indica como leitura obrigatória?
A Bíblia
20) Cite-nos um poema de sua autoria e outro de um poeta que nos indicaria a leitura.
Manancial de Paixão - José Luiz Pires
És como a
água de beber,
Que se
adentra a me conhecer.
Hidrata
minhas entranhas,
Dentro e
fora não mais me estranhas.
Clara,
límpida e cristalina,
Que rola
do alto da colina.
Em seu
regato me acho
Formando
caudaloso riacho.
Evaporas
diante do calor,
Sobes,
desapareces em vapor.
Constrói
nuvens inebriantes,
Desaguando
em mares verdejantes.
Junto às
estrelas, és nuvem madrugadeira,
Amanheces
orvalhando relva, flores e espinheira.
Chamam-na,
orvalho, geada, sereno,
Germina a
semente molhando o terreno.
Penetras
filtrada pela terra,
Segues
teu caminho e não erras,
Surges
sorrateira no grotão,
E me
alimentas fosse eu um garotão.
DECEPÇÃO - José de Alencar
ADEUS! Para sempre adeus!
Vou-me de ti; fica em paz.
Volva o riso aos olhos teus,
Não te verei nunca mais.
Vou-me de ti; fica em paz.
Volva o riso aos olhos teus,
Não te verei nunca mais.
Adeus! Para sempre adeus!
Nem que teu semblante puro
Perpasse ante os olhos meus,
Não te verei: eu te juro.
Nem que teu semblante puro
Perpasse ante os olhos meus,
Não te verei: eu te juro.
Adeus! Para sempre adeus!
De minh'alma a luz cegaste;
A virgem dos sonhos meus
Tu brincando a trucidaste.
De minh'alma a luz cegaste;
A virgem dos sonhos meus
Tu brincando a trucidaste.
Adeus! Para sempre adeus!
Encantos que me enlevaram
Tua beleza, perdeu-os,
Que olhos d'outrem profanaram.
Encantos que me enlevaram
Tua beleza, perdeu-os,
Que olhos d'outrem profanaram.
Adeus! Para sempre adeus!
Foste um anjo, uma visão.
Agora aos olhos ateus
Sombra és tu de uma ilusão.
Foste um anjo, uma visão.
Agora aos olhos ateus
Sombra és tu de uma ilusão.
Para sempre adeus! Repousa
Quem fui no que sou em paz.
Lê nesta fronte que é lousa:
"Morreu sua alma. Aqui jaz".
Quem fui no que sou em paz.
Lê nesta fronte que é lousa:
"Morreu sua alma. Aqui jaz".

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